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Ansiedade, porquê e para quê?!

Atualizado: 14 de nov. de 2023


Ao pesquisar no Google a palavra "ansiedade", podemos compreender a dimensão negativa em sua definição, sendo apresentada como um dos males atuais - não que não seja - mas já parou para refletir o quão normal é vivenciar a ansiedade?!


A ansiedade é primitiva ao ser humano, uma das mais importantes defesas do nosso organismo, que insistimos em controlar ao invés de acolher. Comunica que necessitamos nos ajustar, mover e se reinventar, mas se deslocar por vezes não esta nos planos e nem sempre estamos preparados. Acompanhada do medo, a ansiedade reivindica avanço e declara guerra quando não observada, aparece para mostrar que uma determinada conduta e/ou experiência não é mais válida em sua vida. O incomodo que ela provoca, nos convida para o cuidado, o cuidado de parar e nos notar como um ser de necessidades.


Sentir-se ansioso(a) é natural, encarar uma situação que não se sente preparado, leva a um processo de inquietação, dúvidas de sua própria capacidade, desconfortos no corpo, pensamentos mais acelerados e quando tudo isso se junta, temos dificuldades em lidar com a sensação de não termos domínio de tudo, inclusive não temos. Se é uma ansiedade comum ou patológica a depender de como surge e como recebemos ela, e essa diferenciação é importante saber.


Dito que a ansiedade é comum a nós, e a maneira como dialogamos com ela estimula seu percurso, apontarei brevemente algumas aspectos que comunica mais intensidade no cuidado de si, caso venha apresentando, por exemplo:

  • Evitação: encaramos vivencias que nos geram amedrontamento, sendo habitual nos retirarmos para melhor elaboração, mas quando a paralisação e o excesso de retirada de situações se tornam frequentes, torna-se necessário atenção a respeito desse comportamento;

  • Afirmações x hipótese: o desconforto que a ansiedade atribui, faz com que tenhamos previsões ruins sobre possíveis cenários durante a vida, quando esse cenário é atribuído pelo individuo como hipótese podemos considerar de acordo, porém, quando há certeza do acontecimento ruim, sugiro trocar a "convicção" pelo "talvez";

  • Perfeccionismo: o receio de nunca errar, de demonstrar que não tem dúvidas, que tem o controle de tudo, o medo de se assumir humano.

  • Afeto: quando há dificuldade de ceder seus sentimentos a si e ao meio, especialmente o medo de como esse sentimento será visto e agenciado.

Em síntese, a ansiedade está presente durante todo o nosso desenvolvimento, quando cuidada torna aliada, e anuncia que novas maneiras de vivenciar o dia a dia precisam ser revistos, para dar espaço a experiências mais saudáveis e assertivas.


Referência:

PINTO, Ênio Brito. Dialogar com a anisedade: uma vereda para o cuidado. 1.ed. - São Paulo: Summus, 2021. 224p.


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